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Artigos / José Luiz Tejon Megido

O agro precisa fazer a grande virada da razão acima da destruição!

21 Jan 2021 - 11:38

A gigantesca crise da Covid-19, com o caos do oxigênio, da negação da ciência, e ausência de planejamento, são lições de gigantesco sofrimento. E como a humanidade só evolui no amor e na dor, tudo está doendo muito. Temos ao longo de muitos meses clamado por uma união da sociedade civil organizada do agronegócio brasileiro, ao lado de agentes do setor público vinculados ao estado brasileiro, para organizarmos um planejamento estratégico das cadeias produtivas do país. Tanto para acesso a mercados mundiais quanto para a segurança alimentar e energética interna do Brasil.

Esse planejamento estratégico também envolveria um olhar independente de ideologias, religiões e preferências pessoais, na geopolítica mundial. E, obviamente, uma diplomacia inteligente onde a regra de ouro seria jamais falar mal de clientes e, lógico , de nenhum país, muito menos de seus dirigentes. Brasil é país de paz, não da guerra.

Agora, o acesso ao princípio ativo da vacina nos mostra além de calar a boca dos negacionistas, nos revelando que temos no próprio agronegócio a mesma dependência. Ativos dos defensivos agrícolas vêm da Índia e da China em grande maioria. Da mesma forma as minas dos minerais dos nossos fertilizantes chegam pelos navios. Ou seja, estamos todos terrivelmente interligados e não há saída nos isolando do mundo.

Agora, o leste europeu se organiza aceleradamente para ser o novo celeiro sustentável de grãos da Europa e Ásia. Um exemplo, numa cidade chamada Dimitrovo, na Rússia, pertinho do norte chinês, imigrantes agricultores da China iniciam produção numa área que está tendo seu clima revertido positivamente. O acordo Europa e China incluirá fortemente segurança nacional sustentável desses países.

Covid-19 chacoalha tudo no mundo. Destrói líderes e cria outros. Temos riscos e, como Churchill disse na 2ª guerra mundial, num momento crítico da resistência britânica aos nazistas: “nunca tantos dependeram tanto de tão poucos”.

Brasil, está na hora. Nunca tantos brasileiros dependerão tanto de tão poucos, aqueles que assumam o papel de líderes. E um ótimo começo é o planejamento estratégico do agro nacional acima de partidos e de ideologias. Um plano de estado.

O agro pode e deve fazer a grande virada da razão, da moral das autoridades, dos verdadeiros valores, e da fé no que é certo a ser feito. Alimento é paz.
José Luiz Tejon Megido

José Luiz Tejon Megido

Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.
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