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Veja a tendência para os preços dos fertilizantes no Brasil e no mundo

O Itaú BBA analisa os mercados de fosfatados, potássio, amônia e ureia

11 Jan 2021 - 11:11

Veja a tendência para os preços dos fertilizantes no Brasil e no mundo

Foto: Ilustração/Internet

Os preços da ureia em dólar nos portos brasileiros voltaram a subir em dezembro, de acordo com relatório do Itaú BBA. “Apesar da fraca demanda global, uma das razões para isso vem do menor volume produzido na China causado pelo baixo fornecimento de gás natural, o que fez com que os preços ficassem acima das médias do mercado e, consequentemente, causou uma queda nas exportações”, diz o banco.

Do lado da demanda, os Estados Unidos reduziram as aplicações com a chegada do inverno, e assim como o Brasil, as compras deverão ganhar força no segundo trimestre de 2021.

No caso do mercado de amônia, os preços estão sendo sustentados pela oferta limitada do produto, que compensa quaisquer arrefecimentos de demanda.

“A ausência da planta de NH3 da Sabic no mercado do Oriente Médio e os gargalos de abastecimento de gás natural em Trindade, sustentam perspectivas de preços mais altos nos primeiros meses de 2021”, aponta.

O mercado de fosfatados desacelerou no fim do ano enquanto a perspectiva de demanda mais fortalecida a partir do começo de 2021 começa a se confirmar nas principais praças.

“A Índia já dá sinais de desabastecimento e volta do interesse por importações. A China continua atendendo a demanda do mercado interno, porém em meados de janeiro o foco volta para exportação. Nos Estados Unidos, os preços do DAP ganharam força diante da restrição da oferta local com a sobretaxa dos produtos marroquinos e russos. Por fim no Brasil, a demanda de fosfatados segue firme para fixação de volumes para a próxima safra de soja, e MAP atingiu a máxima desde março de 2019”, informa.

Os preços do potássio segue trajetória de desaceleração no Brasil face aos altos estoques de KCl em um período de consumo reduzido. Em oposição a este cenário, nos EUA o KCl continua apresentando alta dado a apertada relação demanda versus estoque disponível.

“O descasamento de O&D no curto prazo deve manter os preços elevados no país e uma reversão dos prêmios entre o FOB Nova Orleans e o indicador Brasil CFR em +USD25/t. Porém este cenário tende a se normalizar nos próximos meses com o Brasil entrando no mercado”, afirma o Itaú BBA.

Canal Rural

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