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Dólar passa a subir com EUA no radar

21 Jan 2021 - 11:06

Dólar passa a subir com EUA no radar

Foto: Ilustração/Internet

O dólar mudou de rumo e passou a subir nesta quinta-feira (21/01), com os investidores analisando dados do mercado de trabalho nos EUA e com o mercado digerindo a sinalização de política monetária do Banco Central do Brasil após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido a taxa básica de juros em 2% ao ano, como o esperado.

Às 11h43 (horário de Brasília), a moeda norte-americana subia 0,11%, a R$ 5,3186. Na abertura, chegou a recuar a R$ 5,2320. 

Já o Ibovespa opera em alta.

Na quarta-feira, o dólar fechou em queda de 0,61%, a R$ 5,3128. No mês e no ano, passou a acumular avanço de 2,42%.

Cenário global e local

No exterior, republicanos do Congresso dos EUA indicaram que estão dispostos a trabalhar com o novo presidente Joe Biden na prioridade de seu governo, um plano de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão, mas alguns se opõe ao valor.

Dados ainda fracos do mercado de trabalho nos EUA contribuíam também para maior expectativa de mais alívio à pandemia e distribuição rápida de vacinas sob o governo Biden para sustentar a economia.

Os pedidos iniciais de seguro desemprego caíram abaixo do esperado nos Estados Unidos. Foram 900 mil pedidos feitos na semana encerrada em 16 de janeiro, 36 mil a menos que o nível revisado de 926 mil registrados na semana anterior.

Já o Banco Central Europeu (BCE) manteve as suas políticas de juros e o programa de compra de ativos inalterados, como o esperado, na reunião desta quinta-feira.

Os preços do petróleo recuavam nesta quinta, após dados da indústria terem mostrado um inesperado aumento nos estoques de petróleo nos Estados Unidos.

No Brasil, o Banco Central manteve a taxa básica de juros inalterada em 2% ano ano, a mínima histórica, e anunciou o fim do chamado "forward guidance", a orientação futura que indica a manutenção dos juros respeitando certas condições, o que na leitura do mercado aponta que o BC deixou a "porta aberta" para uma alta na taxa de juros nos próximos meses.

Na cena doméstica, as atenções seguem voltadas ainda para os percalços para o avanço da vacinação contra o coronavírus no Brasil.

A percepção de que a imunização contra a Covid-19 no Brasil será lenta e sujeita a reveses tem elevado receios quanto à força da recuperação da economia e alimentado temor de criação de novas despesas para fazer frente à pandemia.

O mercado tem monitorado com atenção também a campanha por eleição na Câmara e no Senado para calcular riscos de nova pressão por mais gastos, que também podem vir de dentro do próprio governo.

G1

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