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Dólar abre o mês em queda, com melhora no sentimento global e investidores de olho em Brasília

Na sexta-feira, moeda norte-americana avançou 0,69%, a R$ 5,4705.

01 Fev 2021 - 11:26

Dólar abre o mês em queda, com melhora no sentimento global e investidores de olho em Brasília

Foto: Ilustração/Internet

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (01/02), devolvendo parte dos ganhos recentes em meio à melhora do sentimento global, em dia marcado pelas eleições no Congresso e pelos persistentes temores fiscais domésticos. Às 12h15 (horário de Brasília), a moeda norte-americana caía 0,03%, vendida a R$ 5,4689. 

Na sexta-feira, amoeda norte-americana subiu 0,69%, vendida a R$ 5,4705. Na semana passada, o dólar recuou 0,16%. Em janeiro, a moeda norte-americana acumulou avanço de 5,46%.

O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em junho e outubro de 2021.

Cenário

De olho nos desdobramentos para a política fiscal, o mercado começa a semana na expectativa pelas eleições para os comandos da Câmara e do Senado, com os dois candidatos publicamente apoiados pelo governo - Arthur Lira (PP-AL) para a Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ao Senado-- mantendo favoritismo.

"O desfecho das eleições tem como principal promessa destravar a agenda de reformas", explicou à Reuters Alejandro Ortiz, economista da Guide Investimentos, destacando a atenção dos mercados à postura do governo diante da sustentabilidade das contas públicas e esperanças de que as necessidades da população em meio à pandemia sejam equilibradas com as necessidades fiscais.

Uma eventual retomada do auxílio emergencial --que foi encerrado em dezembro-- tem sido objeto de discussões de candidatos ao comando das duas Casas Legislativas e deve voltar com força na agenda política no retorno dos parlamentares ao trabalho, em meio a temores de que o teto de gastos brasileiro seja furado em 2021.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a continuidade do auxílio emergencial quebraria o Brasil e teria uma série de outras consequências desastrosas, enquanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que, caso o auxílio seja reeditado, haja travamento de outras despesas.

Nesta segunda, analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para a inflação em 2021 pela quarta semana seguida e passaram a prever uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) levemente maior. O mercado segue prevendo alta na Selic em 2021. Em janeiro, o Copom realizou a sua primeira reunião de 2021 e decidiu manter a taxa básica de juros em 2% ao ano. Mas ata do Copom indicou um BC mais disposto a elevar a Selic.

A fraqueza da divisa brasileira está associada, entre outros motivos, aos juros baixos, que deixam a moeda mais vulnerável a apostas de venda, num contexto de ampla incerteza sobre os rumos da política fiscal.

Para Alejandro Ortiz, as expectativas de aumento da taxa Selic ainda no primeiro semestre deste ano é um fator de apoio para o real, segundo a Reuters.

A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 subiu de R$ 5 para R$ 5,01. Para o fechamento de 2022, ficou estável em R$ 5 por dólar.

No exterior, o clima entre os operadores estava mais ameno depois que um frenesi impulsionado por redes sociais que abalou Wall Street na semana passada voltou seu foco para a prata.

A disseminação da Covid-19 e o ritmo da imunização da população também eram acompanhados de perto pelos investidores globais.

G1

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