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Dólar opera em alta, em semana de decisão de juros no Brasil e nos EUA

15 Mar 2021 - 10:06

Dólar opera em alta, em semana de decisão de juros no Brasil e nos EUA

Foto: Ilustração/Internet

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (15/02), com expectativa para a "super quarta", quando serão definidas as políticas monetárias no Brasil e Estados Unidos, com amplas expectativas de elevação da taxa Selic, enquanto a esfera política doméstica continuava no radar dos investidores.

Às 10h14 (horário de Brasíllia), a moeda americana tinha alta de 0,96%, a R$ 5,6133. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar recuou 0,30%, cotada a R$ 5,5597. Com isso, acumulou queda de 2,15% na semana — a maior desde 4 de dezembro. No mês, o recuo foi de 0,80%. No ano, ainda há alta de 7,18%.

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O Banco Central faz nesta sessão um leilão de swap tradicional de até 10 mil contratos distribuídos entre os vencimentos junho e dezembro de 2021. Além disso, faz leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em dezembro de 2021 e abril de 2022.

Cenário

Os mercados começam com leve otimismo à espera da "super quarta", com definição de política monetária nos Estados Unidos e Brasil. Enquanto a expectativa é de manutenção da meta dos juros americanos entre 0% e 0,25%, espera-se a primeira alta de juros do Brasil em 7 anos.

Nesta segunda, o mercado financeiro elevou a estimativa de inflação para 2021 pela décima semana seguida e também passaram a projetar uma alta maior dos juros básicos da economia. As informações estão no boletim "Focus", do Banco Central.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano passou de 3,98% para 4,60%. A alta projetada da taxa Selic passou de 4% ao ano em dezembro de 2021 para 4,5% ao ano.

No radar dos analistas para a reunião do Copom estão a forte inflação dos alimentos, dos combustíveis e do dólar, somada à tensão política.

"Não tem almoço grátis. O banco vai embutir [esses custos] nos empréstimos", disse Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) ao G1.

Também nesta segunda, o Banco Central indicou que a economia cresceu 1,04% em janeiro, e voltou ao patamar pré-pandemia. Na comparação com janeiro de 2020, porém, o indicador registrou uma contração de 0,46%. Já no acumulado dos 12 meses até janeiro de 2020, houve queda de 4,04% – sem ajuste sazonal.

O pacote de estímulos dos EUA, de US$ 1,9 trilhão, segue dando ar de otimismo nos mercados, já que os cheques de US$ 1,4 mil devem começar a chegar aos lares americanos. Na Europa, as expectativas estão em alta pois ministros das finanças estarão reunidos em assembleia do Eurogrupo, em que discutem novos pacotes de ajuda aos países da zona da euro.

Outro ânimo dos mercados vem de resultados de vendas do varejo e produção industrial da China, que dão bons indicativos de recuperação econômica no país asiático. A indústria cresceu 35,1% no primeiro bimestre, contra expectativa de 30,5%, segundo o Wall Street Journal. No mesmo comparativo, o varejo subiu 33,8% (contra 31,3%).

O bitcoin passou a operar em queda, depois de atingir novo recorde neste fim de semana, elevado ao patamar de US$ 60 mil. Desde a madrugada, a queda foi de quase 7%, por volta de US$ 56 mil.

G1

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