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Protesto de caminhoneiros mantém bloqueios de rodovias da BR 163 a noite e preocupa entrega de milho nos portos

05 Ago 2017 - 10:05
Atualizada em 06 Ago 2017 - 18:48

Protesto de caminhoneiros mantém bloqueios de rodovias da BR 163 a noite e preocupa entrega de milho nos portos

Em Sorriso, no km 747 da BR-163, os manifestantes não liberaram o tráfego desde às 19h37 de ontem. Permaneceram na rodovia todo o dia e a noite.

Foto: Raw Imagem

Os protestos de caminhoneiros, com bloqueios em rodovias do Brasil, preocupam os produtores de Mato Grosso. Eles temem que se o movimento continuar o escoamento do milho até os portos fique comprometido. "Começou a atrasar a entrega de produto.

Os caminhões estão parados à beira da rodovia, a colheita de milho está quase terminando e falta espaço nos silos", disse o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Endrigo Dalcin. "Isso pode causar um problema para a exportação, pois atrasa a retirada do milho dos armazéns. Os embarques de milho podem se estender até janeiro, quando nós iniciamos a colheita de soja."
Caminhoneiros protestam em todo o País contra o reajuste do PIS/Cofins sobre os combustíveis.
 
Em Mato Grosso, segundo a concessionária Rota do Oeste, os bloqueios na BR-163 às 7h29 deste sábado, os manifestantes retomaram o bloqueio no km 599 da BR-163, na travessia urbana de Nova Mutum. Os caminhoneiros afirmam que vão liberar a pista  às 11h. E voltam a fechar às 13h.
Em Lucas do Rio Verde – Às 7h47, os manifestantes retomaram o bloqueio no km 686 da BR-163, na travessia de Lucas do Rio Verde.

Sorriso – Em Sorriso, no km 747 da BR-163, os manifestantes não liberaram o tráfego desde às 19h37 de ontem. Permaneceram na rodovia todo o dia e a noite.

ONTEM, às 19h21, um grupo de caminhoneiros fechou a BR-163 no km 750, próximo ao Posto Redentor, em protesto ao bloqueio do km 747. Pediram a presença da PRF no local para desbloqueio da pista que estava fechada desde a manhã. Neste ponto, km 750, o desbloqueio ocorreu às  0h56.

Durante o bloqueio, os caminhoneiros impedem a passagem de veículos de carga, porém os que transportam carga viva e perecível e os demais tipos de veículos tinham passagem liberada, conforme informações da concessionária.

Segundo Dalcin, o ritmo dos embarques de grãos para os portos diminuiu, mas o fluxo não foi totalmente paralisado, porque as barreiras estão sendo abertas em alguns períodos do dia. "Os caminhões são carregados no armazém, mas param nas barreiras, e isso está retardando a exportação." Segundo o presidente da Aprosoja-MT, da fazenda para os armazéns produtores têm conseguido transportar o milho normalmente.
 
A preocupação é mesmo com fluxo direcionado aos portos, especialmente por causa da intensa participação de produtores do Estado nos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP).

"Precisamos exportar mais ou menos 5 milhões de toneladas por mês para poder retirar o milho vendido por produtores que estão participando dos leilões. A gente precisa abrir espaço nos armazéns", destacou o presidente da Aprosoja-MT.O recebimento de insumos para o plantio de soja, que começa em setembro em Mato Grosso, também está mais lento devido aos bloqueios.

"Produtores estão recebendo adubo agora e a partir da segunda quinzena de agosto começam a receber semente de soja", apontou Dalcin. 
 

Redação com Estadão e Ascom Rota do Oeste

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