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'Ninguém vai me pagar por preservar, ninguém paga os outros por andar na lei', afirma pecuarista da Amazônia

Produtor entende que não deve receber mais por respeitar o meio ambiente, mas pede que a sustentabilidade seja reconhecida, para abrir novos mercados.

13 Out 2019 - 06:00

'Ninguém vai me pagar por preservar, ninguém paga os outros por andar na lei', afirma pecuarista da Amazônia

Foto: Reprodução

O pecuarista Mauro Lúcio Costa tem 54 anos, nasceu em Minas Gerais e fez a vida com a produção de gado em Paragominas, no Pará, região da Amazônia Legal. Ele trabalha em uma área sensível do país, muito relacionada com o desmatamento.

O Código Florestal o obriga a preservar 80% da área no bioma Amazônia. Esse nível de preservação é visto por muitos pecuaristas como um motivo para que o mercado pague mais pela carne produzida que respeita a legislação ambiental, mas Costa tem uma opinião diferente.

"Ninguém vai me pagar por preservar, ninguém paga os outros por andar na lei. Eu querer receber por uma floresta que a legislação me obriga a ter é utopia", afirma.

“Quanto mais eu for correr atrás disso, de receber o que ninguém está afim de pagar, mais eu vou demorar a ganhar dinheiro. Lei é lei, é uma coisa e o que eu tenho que correr é com meu negócio, para aumentar a produtividade”, acrescenta Costa.

Mauro Lúcio Costa é dono de 4.356 mil hectares, 80% da fazenda é preservada, cerca de 880 hectares foram desmatados e 480 usados para pecuária de corte.

E, se o pagamento extra não é uma realidade, ele pede que pelo menos o método de produção dele seja reconhecido para conquistar novos mercados.

“O que eu acho que eu devo fazer é eu ter a floresta que eu tenho ela servir ir no rótulo do meu produto ecologicamente correto, como um produto que respeita o meio ambiente, aí eu teria uma abertura maior de mercado”, explica.

 

Globo Rural

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