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Dólar abre em queda após ter fechado na véspera acima de R$ 4,18

Na véspera, a moeda dos EUA fechou em alta de 0,42%, vendida a R$ 4,1856, segunda maior cotação de fechamento da história.

14 Nov 2019 - 08:43
Atualizada em 14 Nov 2019 - 08:44

Dólar abre em queda após ter fechado na véspera acima de R$ 4,18

Foto: REUTERS/Dado Ruvic

O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (13), após ter encerrado o dia anterior na segunda maior cotação nominal de fechamento da história (desconsiderando a inflação).

Às 9h11 (Horário de Brasília), a moeda norte-americana caía 0,38%, vendida a R$ 4,1691. 

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,42%, vendida a R$ 4,1856 – maior cotação de fechamento desde a máxima histórica registrada em 13 de setembro do ano passado (R$ 4,1952). Na parcial de novembro, a moeda acumula alta de 4,38%. No ano, tem valorização de 8,04% frente ao real.

O que explica a alta

Analistas não descartam que seja questão de tempo a moeda bater um novo recorde histórico de fechamento, mas ressalvam que o nível de R$ 4,20 ainda funciona como uma forte resistência.

"A questão é: se não tiver força para furar esse nível, o dólar volta, mas se a alta for substancial, você tem o acionamento de ordens automáticas de compras que vão retroalimentar os ganhos", disse à Reuters Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos.

A última vez que o dólar ameaçou a linha de R$ 4,20 foi no fim de agosto, o que levou o Banco Central a anunciar uma operação extraordinária de venda de moeda no mercado à vista. Desde então, o BC tem feito troca de instrumentos (de swap cambial para dólar à vista), sem aumentar sua posição cambial líquida.

A recente série de altas da moeda começou em 6 de novembro, depois da frustração com o leilão do excedente da cessão onerosa. O fortalecimento da moeda foi impulsionado ainda pelo aumento das incertezas políticas locais após a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, evento que coincidiu com escalada da instabilidade política em outras economias da América Latina, destaca a Reuters.

G1

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