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Dólar opera em queda e volta a ficar abaixo de R$ 4,20

Na véspera, moeda fechou em queda de 1%, vendida a R$ 4,2158, após três recordes seguidos.

29 Nov 2019 - 08:22
Atualizada em 29 Nov 2019 - 08:23

Dólar opera em queda e volta a ficar abaixo de R$ 4,20

Foto: Ilustração/Internet

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (29), dando continuidade ao movimento da véspera, e volta a ficar abaixo de R$ 4,20.

Às 9h05, a moeda norte-americana tinha queda de 0,47%, a R$ 4,1953.

Na véspera, o dólar fechou em queda de 1%, vendido a R$ 4,2158 – um pequeno alívio na cotação após três recordes de alta seguidos. No entanto, no mês ainda há alta acumulada de 5,14%. No ano, o avanço é de 8,82%.

BC muda estratégia de atuação

A disparada da moeda nesta semana foi desencadeada por comentários do ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou que a alta do dólar pode permanecer por algum tempo. Depois da fala do ministro, os mercados começaram a forçar o patamar da moeda, em busca de sinais dos limites de intervenção do Banco Central. O BC respondeu, promovendo leilões extraordinários para atenuar os problemas de liquidez.

Entre terça e quarta, o BC realizou três ofertas líquidas de dólar à vista, informando as operações no decorrer do pregão. Mas ao final da quarta-feira, o BC anunciou estratégia diferente ao anunciar oferta líquida de até US$ 1 bilhão em moeda à vista para o pregão desta quinta-feira, em tentativa de melhorar a previsibilidade ao mercado e ajudar a acalmar a cotação do dólar.

Com os quatro leilões realizados desde terça-feira, o BC "demonstrou que está preocupado com o nível e a dinâmica do câmbio", disse ao Valor Online Roberto Campos, sócio e gestor da Absolute Investimentos. "Até agora conseguiu equilibrar o jogo, mas também não veio com um volume muito grande para tentar segurá-lo.

Ele avalia que o risco dessa estratégia, caso prolongada, é de ameaçar o corte de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic), esperada para dezembro.

O que explica a alta recente

A alta do dólar tem como pano de fundo também a preocupação com a desaceleração da economia mundial e as incertezas em torno das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos para colocar fim à guerra comercial que se arrasta desde o começo de 2018.

Preocupações com o movimento de saída de dólares do país, que enfraquece o câmbio, também contribuem para a desvalorização do real.

Além disso, também influenciam a maior tensão social em diversos países na América Latina, além do corte dos juros no Brasil, o que também contribui para manter afastado um fluxo maior de capital externo para o mercado brasileiro.


 

G1

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