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Número de crimes rurais no RS cai pela metade desde 2016, diz delegacia especializada

Segundo a Delegacia Especializada em Crimes Rurais e Abigeato no estado, foram cerca de 10 mil ocorrências naquele ano, e 2019 deve fechar com cerca de 5 mil. Mesmo assim, produtores ainda relatam problemas econômicos e insegurança.

04 Jan 2020 - 07:00

Número de crimes rurais no RS cai pela metade desde 2016, diz delegacia especializada

Foto: Reprodução/TV TEM

Os números de crimes rurais, como roubo de propriedade, máquinas ou abigeato, o roubo de animais, diminuiu pela metade de 2016 para cá, segundo a Delegacia Especializada em Crimes Rurais e Abigeato DECRAB.

Naquele ano, foram registradas quase 10 mil ocorrências. Em 2017 o número caiu para 7,6 mil e em 2018 foram pouco mais de 6 mil registros. Até o fim de 2019, a expectativa da delegacia é de que sejam aproximadamente 5 mil registros.

“A gente nota que em números isso é muito significativo porque são muitos crimes que foram evitados especialmente crime de volume de animais, que eram carregados em caminhões. E isso permite que o produtor possa ter um pouquinho mais de paz”, diz o delegado André Mendes, que é coordenador da DECRAB no estado.

Mas os produtores ainda sentem os prejuízos financeiros e a insegurança. O pecuarista Pedro Bastos é proprietário de uma fazenda em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste. Só em 2019, ele diz que já perdeu mais de 20 animais, e desde o começo do mês, duas vacas prenhas foram levadas pelos criminosos.

“Vaquilhonas [vacas jovens] que foram inseminadas, que tiveram investimento genético, e caso após caso ninguém faz nada infelizmente”, desabafa. “A gente se revolta, há produtores aqui, nossos vizinhos, que já desistiram da atividade agropecuária. É muito triste”, completa Pedro.

No ano passado foram 31 registros em Barra do Quaraí. Este ano, segundo a Delegacia Regional de Alegrete, foram 38 até o final de novembro.

No município de Lagoão, no Centro do estado, as ocorrências são contabilizadas junto com a cidade de Sobradinho e no ano passado, não houve nenhum registro. Este ano, segundo a Polícia Civil, já são 10.

“Quando começou era lá de vez em quando que matavam bicho, e agora estão matando dois por vez. Os nossos bichos abateram com arma de fogo. Em questão de uma hora fizeram o serviço e carregaram aproximadamente 900kg. Se sentem livres porque não temos segurança”, relata o comerciante Elcio dos Santos.

A Polícia Civil orienta as vítimas a sempre registrarem o boletim de ocorrência, porque só com estatísticas as estratégias de ação são tomadas.

G1

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