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‘Greve dos petroleiros não impacta preço dos combustíveis’, diz Petrobras

A estatal também comentou a respeito do novo coronavírus e como a doença pode impactar nas exportações

21 Fev 2020 - 09:43

‘Greve dos petroleiros não impacta preço dos combustíveis’, diz Petrobras

Foto: Paulo Pinto

Nesta quinta-feira (20), o presidente da Petrobras, Rodrigo Castello Branco, diz não haver relação entre o preço dos combustíveis e a greve dos petroleiros, o presidente falou a respeito em coletiva concedida para comentar os resultados financeiros da empresa.

“Não há relação nenhuma entre greve e o preço de combustíveis. O preço da gasolina subiu simplesmente porque os preços internacionais traduzidos em reais subiram”. Castello Branco afirmou que não existe risco de desabastecimento, já que a empresa vem contratando equipes de contingência. “Não houve perda de uma gota de produção que queríamos realizar.”

O presidente da estatal argumentou que o mercado de combustíveis é aberto, e que as importações tem condições de abastecer o mercado. “Estamos preparados para enfrentar uma longa greve, tendo gente profissional, de alta qualidade e qualificada para operar tanto as plataformas como as refinarias.”

Dívida

Em 2019, a Petrobras reduziu seu endividamento em 24 bilhões de dólares, o presidente da empresa destacou o feito. “É muito dinheiro para qualquer companhia”, afirmou ele, além de justificar a grande dificuldade de reduzir a dívida que passa de 80 bilhões de dólares.

Os diretores também comentaram sobre possíveis impactos do novo coronavírus, epidemia que surgiu na China, principal comprador do petróleo brasileiro. A diretora de refino e gás natural, Anelise Lara, disse que a China reduziu sua demanda por petróleo devido à crise, mas esse patamar deve ser recuperado.

“A gente acredita que a exportação para a China vai continuar forte. É claro que podem haver reduções de demanda pontuais, como agora”, disse a diretora, a contou que a empresa vem buscando aumentar suas exportações para a Europa, os Estados Unidos e a Índia.

Apesar da queda de demanda no país asiático, a Petrobras afirma que ainda não sentiu o efeito no volume de vendas. “Não teve efeito nas quantidades, mas teve efeito nos preços, porque os mercados antecipam os efeitos na atividade econômica”, disse Castello Branco, que acredita que a queda de preços vai se refletir nos resultados do primeiro trimestre, o que considerou prematuro quantificar.

Agência Brasil

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