Quarta-feira, 8 de abril de 2020
informe o texto a ser procurado

Notícias / Economia

Dólar opera em alta pelo 13º dia seguido e chega a R$ 4,67

Na quinta-feira, moeda norte-americana fechou cotada a R$ 4,6509, renovando recorde. No ano, alta acumulada já é de 15,99%.

06 Mar 2020 - 08:47
Atualizada em 06 Mar 2020 - 08:48

Dólar opera em alta pelo 13º dia seguido e chega a R$ 4,67

Foto: Ilustração/Internet

O dólar começou o dia com pequenas variações, mas já engata a 13ª sessão seguida de alta nesta sexta-feira (6), após ter atingido R$ 4,65 na véspera, renovando recorde nominal (sem considerar a inflação) de fechamento.

Às 9h22, a moeda norte-americana subia 0,25%, cotada a R$ 4,6625. Na abertura, recuou a R$ 4,6315. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 4,6705. 

No dia anterior, o dólar fechou em alta de 1,57%, a R$ 4,6509, mesmo com leilão extra do Banco Central. Na máxima, chegou a R$ 4,6664. No ano, a alta acumulada chegou a 15,99%.

O Banco Central anunciou a realização de um leilão extra de dólares nesta sexta-feira, com oferta de até R$ 2 bilhões em contratos de swap cambial tradicional.

Guedes reafirma que câmbio é flutuante

Falando em evento em São Paulo na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o câmbio é flutuante e disse que o dólar pode recuar se o governo adotar as medidas corretas ao seguir na agenda de reformas para que a confiança do investidor no país seja recuperada.

"É um câmbio que flutua. Se eu fizer muita besteira, ele pode ir para esse nível (de R$ 5). Se eu fizer muita coisa certa, pode descer", disse. "(Com a as reformas), mais rápidos são retomados os investimentos, e o dólar acalma."

Expectativa de novo corte de juros

Segundo muitos analistas, colabora para o movimento de alta a expectativa de corte de juros no Brasil, depois que vários bancos centrais, incluindo o Federal Reserve, iniciaram movimentos de flexibilização monetária em defesa contra os riscos do coronavírus.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reunirá em 17 e 18 de março para deliberar sobre a taxa de juros, que está em patamar mínimo recorde de 4,25% ao ano.

A redução sucessiva da Selic a mínimas históricas tornou alguns rendimentos baseados na taxa de juros brasileira menos atraentes para o investidor estrangeiro, o que recentemente prejudicou o desempenho do real. Isso porque diminuiu ainda mais o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar.

Críticas ao Banco Central

Analistas passaram a criticar a estratégia de atuação do Banco Central e o volume de dólares oferecidos nos leilões.

“O BC vem nesse discurso de que dólar alto não é problema, de prover liquidez apenas com ações pontuais, mas o movimento hoje mostra que os leilões não estão mais fazendo impacto sobre os preços. Na verdade, estão praticamente ignorando e passando por cima, o que corrobora a visão de que é um movimento especulativo”, disse ao Valor Online o diretor de Tesouraria do Santander, Luiz Masagão.

Masagão entende que, desde que voltou a colocar sobre a mesa a possibilidade de novas quedas da Selic este ano, a autoridade monetária trouxe volatilidade adicional aos mercados. “Acreditamos que o BC deveria aumentar os volumes de intervenção. A forma como isso deve ser feita [se através de um programa ou pontualmente] importa pouco. O importante é interromper essa dinâmica especulativa”, acrescentou.

Previsão de alta menor do PIB em 2020

O avanço da epidemia do novo coronavírus pelo mundo tem provocado abalos nos mercados globais e elevado as preocupações de investidores e governos sobre o impacto da propagação do vírus nas cadeias globais de suprimentos, nos lucros das empresas e na desaceleração do crescimento da economia global.

A recuperação lenta da economia e redução das projeções para a alta do PIB em 2020 também tem pesado no mercado de câmbio.

Por ora, os economistas avaliam que a economia deve crescer entre 1,5% e 2% neste ano.

O ministro Paulo Guedes reafirmou nesta quinta-feira que o regime é de câmbio flutuante e que o modelo econômico mudou, pois os juros são baixos. Afirmou também que acredita que não há fuga de capital e reiterou que o impacto do coronavírus no Brasil deve ser limitado, pois o país é uma economia fechada.

G1

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

 
 
Sitevip Internet