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Procura por carreiras tecnológicas dispara entre mulheres

08 Mar 2020 - 11:00

Procura por carreiras tecnológicas dispara entre mulheres

Foto: Abag

Você já viu uma mulher rebocando embarcações, controlando cargas em terminais marítimos ou trabalhando numa plataforma de petróleo?

Pode não parecer tão comum, mas a presença de profissionais do sexo feminino nos portos do País já é realidade.

No curso superior tecnológico de Gestão Portuária, da Fatec de Santos, por exemplo, as mulheres já representam 45% das alunas matriculadas no primeiro semestre de 2020. O coordenador do curso de Gestão Portuária, Júlio Raymundo, atribui o aumento do interesse das alunas por esta área ao crescimento do setor de portos no Brasil.

“A Fatec é a única instituição pública que prepara para trabalhar em portos. E, além disso, a especialidade abre oportunidades também para atuar em logística e comércio exterior”, afirma.    

Segundo dados da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT), esta guinada das mulheres para carreiras tecnológicas que, eram vistas como masculinas, vem crescendo gradativamente. A FAT é responsável pelos Vestibulares das Fatecs e vem registrando aumento expressivo de alunas em alguns cursos tradicionalmente masculinos.

No curso de Hidráulica e Saneamento Ambiental, da Fatec São Paulo, elas respondem por 40% da sala de aula. Para o coordenador do curso, Josué Gois, as mulheres estão buscando ocupar espaços que antes eram dominados pelos homens. “Eu sou professor há 15 anos e observo nas alunas maior capacidade de foco e de resultados”, afirma.

Outra cena cada vez mais recorrente é a de mulheres trabalhando no campo, operando máquinas agrícolas, plantando ou fazendo manejo de animais. No curso de Agronegócio, no município paulista de Mococa, as mulheres ocupam 60% das vagas da turma que começou a graduação este ano.

No agro, inclusive, a relevância delas se repete em cidades como: Ourinhos com 53,75% de participação; Jales com 50% e São José do Rio Preto e Taquaritinga com 42%.

A professora do curso de Agronegócio Luciana Ruggiero destaca a mudança de perfil do profissional desta área. “É uma formação que permite atuar em vários mercados. Temos alunas que gostam do campo, do trabalho braçal e de estar na linha de frente liderando equipes de trabalhadores rurais”, afirma Luciana.

Outro segmento que tem atraído as profissionais é o de consultoria. Segundo a professora, o perfil empreendedor e de gestão de negócios das mulheres favorece as tecnólogas que planejam ter seu próprio negócio.

No nível médio, as jovens também se destacam no Agronegócio. O curso da Etec de Apiaí, as meninas respondem por 76,39% das vagas. Outra especialidade relacionada ao processamento de produtos agrícolas e origem animal também tem atraído mais mulheres. O curso de Agroindústria, em Capão Bonito, é formado 67,5% por alunas.

A presença feminina se destaca também nos cursos do setor de serviços, como Eventos, Recursos Humanos, Turismo, Alimentos e Moda. Com 85% de candidatas aprovadas, Recursos Humanos em Franca é um exemplo dessa tendência. Na Fatec Americana, 80% da turma de Têxtil e Moda também é de mulheres.

Diário do Comércio

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