Quarta-feira, 8 de abril de 2020
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Dólar opera em queda após disparada na véspera

Na quarta, moeda chegou a alcançar R$ 5,25, e fechou em alta de 3,79%, a R$ 5,1955.

19 Mar 2020 - 08:50
Atualizada em 19 Mar 2020 - 08:52

Dólar opera em queda após disparada na véspera

Foto: Ilustração/Internet

O dólar opera em queda no início dos negócios desta quinta-feira (19), após a disparada na véspera, com o dia um pouco mais tranquilo nos mercados financeiros. Os agentes também reagem ao corte na taxa básica de juros brasileira, definida na noite de quarta pelo Banco Central.

Às 9h20, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,1736, em queda de 0,42%. 

Na quarta, o dólar – que chegou a alcançar R$ 5,25 – fechou o dia a R$ 5,1955, em alta de 3,79%, renovando recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação). Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,2575. No ano, a moeda acumula alta de 29,57%.

Cenário externo

Lá fora, as bolsas asiáticas voltaram a cair, repercutindo as fortes perdas nos mercados do Ocidente na véspera. Os preços do petróleo, por sua vez, mostram recuperação após três dias de fortes quedas, que levaram os preços ao menor nível em quase duas décadas.

Corte nos juros

No início da noite de quarta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a taxa básica de juros da economia de 4,25% para 3,75% ao ano. A decisão do BC, tomada em meio à crise gerada pela pandemia do coronavírus, segue o exemplo de outros bancos centrais do mundo, como o Federal Reserve (BC norte-americano) e o Banco da Inglaterra.

O BC citou, como fatores para a decisão, a "desaceleração significativa do crescimento global", a queda dos preços das commodities; o "aumento da volatividade nos preços de ativos financeiros", e os impactos futuros do coronavírus na economia – que, segundo o BC, ainda não estão refletidos nos dados mais recentes da atividade econômica brasileira.

Especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que a decisão do BC foi "ponderada", mas apontaram que ainda predomina um clima de muita incerteza, porque ainda é difícil prever até onde vai a desaceleração da economia provocada pelo avanço do coronavírus.

 

G1

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