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Frete de grãos em MT sobe até 8% com falta de caminhões, diz Imea

De acordo com o instituto, devido à pandemia de coronavírus, caminhoneiros estão optando por trabalhar mais perto de suas casas ou até ficando parados

01 Abr 2020 - 08:36
Atualizada em 01 Abr 2020 - 08:38

Frete de grãos em MT sobe até 8% com falta de caminhões, diz Imea

Foto: Ilustração/Internet

O frete para transporte de grãos em alguns trechos de Mato Grosso subiu de 5% a 8%, refletindo a falta de caminhões para transporte de carga, disse o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em informativo enviado por WhatsApp. “Caminhoneiro está optando por trabalhar mais próximo de sua casa ou até ficando com o caminhão parado”, disse o Imea.

Segundo o instituto, a maioria dos fretes está sendo feita dentro do estado. “O trajeto até Miritituba (PA) é praticamente o único (ponta longa) em que a demanda está ocorrendo, pois o trajeto longo requer locais para descanso e reabastecimento, e em alguns outros trechos isso não está sendo possível”, apontou o Imea.

Quanto à comercialização de soja, o Imea destacou, em boletim semanal, que, embora haja incerteza quanto ao impacto do coronavírus na economia global, o dólar acima de R$ 5 beneficia o mercado brasileiro de commodities, principalmente a soja disponível. A moeda norte-americana valorizada ante o real aumenta a competitividade da oleaginosa brasileira, e a procura chinesa por soja da América do Sul continua forte. Conforme o instituto, apesar de algumas tradings estarem fora do mercado na última semana, parte das empresas continuou operando no disponível.

“O preço da soja nos portos brasileiros tem entrado em uma crescente valorização desde o início de fevereiro, e alcançou patamares recordes, o que se refletiu nas cotações dentro do estado, um movimento atípico para o período de colheita”, informou.

O Imea destacou, entretanto, que o câmbio sempre é uma “faca de dois gumes”, uma vez que o setor depende de importação para grande parte da matéria-prima que utiliza para produzir (sementes, fertilizantes e defensivos). Segundo o instituto, mais da metade dos insumos para a próxima safra ainda precisam ser adquiridos.

Estadão Conteúdo

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