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Inverno no Hemisfério Sul começou neste sábado

A estação é marcada por menos chuva e queda da temperatura na maior parte do país

21 Jun 2020 - 00:00

Inverno no Hemisfério Sul começou neste sábado

Foto: Stock

O inverno no Hemisfério Sul terá início às 18h44 deste sábado (20). A estação é marcada por menos chuva nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e parte das regiões Norte e Nordeste. Já o noroeste da Região Norte, leste do Nordeste e parte da Região Sul terão mais precipitações no período.

O inverno traz ainda massas de ar frio, vindas do Sul do continente, que provocam quedas nas temperaturas. Em algumas regiões, como no leste do Sul e Sudeste, os termômetros devem marcar abaixo de 22 ºC.

Com a diminuição da temperatura, podem ocorrer geadas nas regiões Sul, Sudeste e no estado do Mato Grosso do Sul; queda de neve nas áreas serranas e planaltos da Região Sul e episódios de friagem nos estados de Rondônia, do Acre e no sul do Amazonas.

"Em função das inversões térmicas no período da manhã durante o inverno, observam-se formações de nevoeiros e/ou névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, impactando especialmente em estradas e aeroportos. 

Com a redução das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, tem-se a diminuição da umidade relativa do ar, que consequentemente favorece o aumento da incidência de queimadas e incêndios florestais, bem como aumento de doenças respiratórias.", informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO DE INVERNO

Características do Inverno

O Inverno no Hemisfério Sul inicia-se no dia 20 de junho de 2020 às 18h44 e termina no dia 22 de setembro às 10h31 (horário de Brasília). Climatologicamente, a estação é marcada pelo período menos chuvoso das regiões Sudeste, Centro-Oeste e parte das regiões Norte e Nordeste do Brasil, enquanto que as maiores quantidades de precipitação concentram-se sobre o noroeste da Região Norte, leste do Nordeste e parte da Região Sul do Brasil (Figura 1a).



Caracteriza-se também, pelas incursões de massas de ar frio, oriundas do sul do continente, que provocam o declínio acentuado das temperaturas médias do ar, apresentando valores inferiores a 22 ºC sobre a parte leste da regiões Sul e Sudeste do Brasil (Figura 1b). Esta diminuição de temperatura, pode ocasionar: I) formação de geadas nas regiões Sul, Sudeste e no estado do Mato Grosso do Sul; II) queda de neve nas áreas serranas e planaltos da Região Sul e III) episódios de friagem nos estados de Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.

Em função das inversões térmicas no período da manhã durante o inverno, observam-se formações de nevoeiros e/ou névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, impactando especialmente em estradas e aeroportos. Com a redução das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, tem-se a diminuição da umidade relativa do ar, que consequentemente favorece o aumento da incidência de queimadas e incêndios florestais, bem como aumento de doenças respiratórias.

Condições oceânicas observadas e tendência

Desde o início do ano até a primeira quinzena de maio/2020, a área do Oceano Pacífico Equatorial vem apresentando anomalias da temperatura da superfície do mar (TSM) positivas e inferiores a +0,5°C, ou seja, mantendo o padrão de neutralidade do fenômeno El Niño – Oscilação Sul (ENOS). Entretanto, durante o final de maio e início de junho, esta área começou a apresentar um resfriamento de até -3,0º C. Embora, o fenômeno La Niña seja caracterizado pelo resfriamento das águas no Oceano Pacífico Equatorial, é necessário que haja a persistência de anomalias negativas iguais ou inferiores à -0,5°C durante cinco ou mais meses consecutivos.

Para os próximos meses, os modelos de previsão de ENOS do IRI (Research Institute for Climate and Society) apontam para continuidade do padrão de neutralidade no Oceano Pacífico Tropical, com uma probabilidade de 52% de manutenção da fase de neutralidade na região 3.4 (entre 170°W-120°W) durante o inverno de 2020 e chances iguais de ocorrência de La Niña e Neutralidade, em torno de 46%, durante a primavera/2020 (Figura 5). 

Prognóstico Climático para o Período Julho, Agosto e Setembro/2020

Região Norte
Para a Região Norte, a previsão climática do INMET indica maior probabilidade que as chuvas ocorram próximas ou acima da média climatológica sobre o norte da região e parte leste do Amazonas. Nas demais áreas, existe uma tendência das chuvas ficarem abaixo da média, principalmente no sul da região amazônica, onde normalmente chove abaixo de 300 mm nos meses de julho a setembro (Figura 3a) A temperatura média do ar nos próximos meses deve permanecer acima da média, principalmente na divisa entre os estados do Pará e Tocantins (Figura 3b). Ressalta-se que as condições de falta de chuvas, alta temperatura e baixa umidade relativa do ar, favorecem a incidência de queimadas e incêndios florestais, muito comuns na metade do inverno e início da primavera. Por outro lado, isto não descarta a ocorrência de eventuais episódios de friagens no sul desta região, devido à passagem de massas de ar frio mais continentais.

Região Nordeste
A previsão do modelo estatístico do INMET para a Região Nordeste indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas próximas ou acima da climatologia durante esta estação, principalmente na costa leste, onde o período chuvoso aproxima-se do seu final (Figura 3a). Já na metade sul do Maranhão, oeste da Bahia, do Rio Grande do Norte e da Paraíba, assim como no nordeste cearense, as chuvas permanecerão ligeiramente abaixo da climatologia. Ressalta-se que, no interior nordestino tem-se o início do período seco nos próximos meses.

Em relação a temperatura, a previsão indica que este inverno haverá o predomínio de temperaturas acima da média sobre o Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e parte do Ceará. Nas demais áreas as temperaturas devem ser próximas à média ou ligeiramente abaixo, principalmente em áreas onde a previsão indica chuvas acima da média (Figura 3b).

Região Centro-Oeste
Na Região Centro-Oeste, o período seco já teve início e a tendência é de haver diminuição da umidade relativa do ar nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%.
Desta forma, a previsão para o inverno indica alta probabilidade das chuvas ocorrerem dentro a ligeiramente abaixo da faixa climatológica em grande parte da região, exceto no centrossul do Mato Grosso do Sul, onde as chuvas deverão ser acima da média (Figura 3a).

As temperaturas deverão permanecer acima da média, devido a permanência de massas de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais (Figura 3b). Em algumas localidades do leste do Mato Grosso do Sul, as temperaturas poderão ser ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos, devido à passagem de algumas massas de ar frio mais continentais.

Região Sudeste
Assim como na Região Centro-Oeste, o trimestre de junho a agosto corresponde ao período mais seco da região, especialmente no norte de Minas Gerais. Deste modo, a previsão do INMET para o inverno na Região Sudeste indica que as chuvas devem permanecer próximas ou ligeiramente abaixo da média, exceto sobre o litoral do Rio de Janeiro, sul e extremo oeste de São Paulo, onde as chuvas devem ser ligeiramente acima da climatologia (Figura 3a). No caso das temperaturas, elas devem permanecer acima da média em grande parte da região, com exceção do norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, onde as temperaturas podem ser próximas ou ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos (Figura 3b).

Região Sul
O prognóstico do INMET para os meses de inverno, indica o predomínio de chuvas acima da média em grande parte da Região Sul (Figura 3a). Em algumas áreas localizadas sobre o oeste do Paraná, extremo sul de Santa Catarina e parte central do Rio Grande do Sul, a tendência é de que ocorram chuvas abaixo da média. A maior frequência das frentes frias contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo deste trimestre, com a previsão de temperaturas médias próximas à climatologia em grande parte da Região Sul (Figura 3b). A incursão de massas de ar de origem polar pode provocar declínio nas temperaturas possibilitando a ocorrência de geadas em localidades de maior altitude. Já no norte do Paraná e extremo sul do Rio Grande do Sul, a previsão indica temperaturas acima da média. 

Inmet

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