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13 Jul 2017 - 13:40 | Atualizada: 13 Jul 2017 - 13:40

Exportação do café no Brasil deve se manter em estável em 2017

A exportação de café brasileiro deve encerrar o ano de 2017 com resultado similar ao de 2016, segundo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). De janeiro a junho de 2017, os embarques somaram 14,9 milhões de sacas, 8,4% menos na comparação com o mesmo período de 2016. A receita no primeiro semestre do ano foi de US$ 2,6 bilhões, incremento de 8,2%. 

De acordo com o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Nelson Carvalhaes, nos meses de agosto e setembro, tradicionalmente, foram registrados um aumento nas exportações, o que deve garantir um desempenho melhor nos próximos meses. 

Segundo Carvalhaes, esse ano será muito parecido com o ano passado e terá ainda os reflexos da menor produção de café conilon (robusta). A produção da variedade foi prejudicada pelo clima nos últimos dois anos.

No ano passado, o Brasil exportou 34,2 milhões de sacas de café. A estabilidade também deve ser resultado da expectativa de que a safra 2017/2018 seja "um pouco menor" em relação ao ciclo atual. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve atingir 45,6 milhões de sacas, recuo de 11,3% em relação ao ciclo anterior.

No mês de junho, o Brasil exportou 2 milhões de sacas de café, retração de 16,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. O café robusta registrou no mês o pior desempenho desde os anos 1990, com 19 mil sacas exportadas, 77,2% a menos que em junho de 2016.

Em receita, os embarques alcançaram US$ 341,8 milhões, queda de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio subiu 13,5% para 166,33 a saca

Ano safra

Na safra 2016/2017, que terminou em 30 de junho, o Brasil exportou 32,9 milhões de sacas de café, queda de 7,4% em relação a safra passada. "É efeito dos problemas climáticos que ocorreram nos anos de 2014 e 2015 e que resultaram em uma menor oferta de grãos do café conilon", ressaltou Carvalhaes.

A receita com os embarques no período atingiu US$ 5,6 bilhões, o equivalente a uma alta de 5% em relação ao ciclo passado. O preço médio pago pela saca de 60 quilos foi de US$ 171,48, alta de 13,4% em relação a safra 2015/2017. 

Os Estados Unidos foram o principal destino do produto brasileiro exportado na safra 2016/2017 e adquiriram 6,4 milhões de sacas, queda de 11,57%. A Alemanha foi o segundo maior mercado do café nacional e também registrou queda nas importações. Foram 8,5 milhões de sacas, 7,3% a menos em relação ao ciclo anterior. " Eles substituíram o nosso produto por cafés de outra origem [por falta de produto brasileiro] mas, no ano que vem, nós recuperamos isso", garantiu presidente do Cecafé.

Estoques

Carvalhaes também observou que os números relativos aos estoques divulgados ontem pela Conab estão incorretos. Segundo a estatal, os estoques privados do grão em 31 de março - final da safra 2016 - somaram 9,8 milhões de sacas de 60 quilos, queda de 27% em relação ao volume do final da safra de 2015.

Na opinião dele, se for somada a necessidade de 5,2 milhões de sacas para consumo interno de março a junho e a exportação dos últimos três meses, que foi de 7 milhões de sacas, seriam necessárias 12,2 milhões de sacas para atender ao mercado interno e externo. Considerando as quantidades em estoque conforme a estatal, estaria "faltando" 2,4 milhões de sacas de café. "Essa conta não fecha", afirmou.

Par ele é clara a necessidade de revisar a metodologia para apuração dos números. "Isso será importante para todo o setor", destacou.

Ele também defendeu investimentos na apuração dos dados do setor feita pela estatal. "A Conab tem condições e recursos para isso", ressaltou.

(*Com informações DCI) 
 
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