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04 Abr 2020 - 09:00

‘Medidas contra coronavírus não podem prejudicar comércio de alimentos’

Os países devem tomar cuidado para que ao tomar medidas para interromper a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) não acabem prejudicando o comércio e a segurança alimentar global. O alerta foi dado, em conjunto, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Organização Mundial do Comércio (OMC) e  Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta terça-feira, 31. “Milhões de pessoas em todo o mundo dependem do comércio internacional para sua segurança alimentar e meios de subsistência”, dizem.

As entidades alertam que interrupções, inclusive dificultando a circulação de trabalhadores da indústria agrícola e de alimentos e prolongando os atrasos nas fronteiras de recipientes, resultam na deterioração de produtos perecíveis e no aumento do desperdício. “Se esse cenário se concretizasse, perturbaria a cadeia de suprimento de alimentos, com consequências particularmente pronunciadas para as populações mais vulneráveis ​​e inseguras”, argumentam.

A incerteza sobre a disponibilidade de alimentos pode desencadear uma onda de restrições à exportação, criando uma escassez no mercado global, alertam as organizações. Tais reações podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda, resultando em picos de preços e aumento da volatilidade dos preços.

“Aprendemos com crises anteriores que essas medidas são particularmente prejudiciais para países de baixa renda e com déficit alimentar e para os esforços de organizações humanitárias para obter alimentos para aqueles que precisam desesperadamente. Temos de impedir a repetição de tais medidas prejudiciais”, afirmam.

Da mesma forma, as entidades ressaltam que também é fundamental que os produtores e trabalhadores nos níveis de processamento e varejo estejam protegidos para minimizar a propagação da doença nesse setor e manter as cadeias de suprimento. “Os consumidores, em particular os mais vulneráveis, devem continuar a ter acesso a alimentos em suas comunidades sob rígidos requisitos de segurança”, dizem.

FAO, OMS e OMC defendem que é necessário garantir que informações sobre medidas comerciais relacionadas a alimentos, níveis de produção, consumo e estoques, bem como sobre preços, estejam disponíveis para todos em tempo real. “Isso reduz a incerteza e permite que produtores, consumidores e comerciantes tomem decisões informadas. Acima de tudo, ajuda a conter a ‘compra de pânico’ e a acumulação de alimentos e outros itens essenciais”, afirmam.
 
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